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Origem | Função | Comportamento | Morfologia | Raças | Eficácia

Raças

Por toda a Europa mediterrânica e Ásia, existem cerca de 30 raças reconhecidas de cães de gado. Esta diversidade resulta de uma selecção baseada, não só na capacidade de adaptação dos animais às características de cada região, mas também nas preferências estéticas regionais.

Em Portugal estão reconhecidas 4 raças pelo Clube Português de Canicultura: o Cão de Castro Laboreiro, o Cão da Serra da Estrela, nas variadades de pêlo curto e de pêlo comprido, o Rafeiro do Alentejo e o Cão de Gado Transmontano.

 

Cão de Castro Laboreiro

O Cão de Castro Laboreiro tem o seu solar na região de Castro Laboreiro, donde recebeu o nome, entre as serras da Peneda e do Soajo. É uma raça considerada rara, sendo relativamente pouco conhecida. Na sua região de origem é cada vez menos utilizada, em virtude da diminuição dos rebanhos, apesar de continuar a proteger as manadas de gado bovino. É um cão activo que está sempre alerta e em virtude do seu menor porte demonstra uma grande agilidade.

Aspecto geral: Cão de perfil tendendo para rectilíneo, lupóide, tipo amastinado.

Cabeça: Comprida e aproximando-se do tipo rectilíneo.

Chanfradura nasal (Stop): Pouco acentuada, a maior distância do vértice do crânio do que da ponta do focinho.

Região crânio-frontal: Regularmente desenvolvida e ligeiramente saliente, sulco frontal quase nulo; perfil aproximando-se do rectilíneo.

Crista occipital: Pouco pronunciada.

Orelhas: Regulares (12 cm de comprimento por 12 cm de largura), pouco espessas e de forma aproximadamente triangular, mas arredondadas na ponta; pendentes, de inserção um pouco acima da média, caindo naturalmente, e paralelamente, de um e outro lado da cabeça, como que placadas.

Cauda: Inteira, de inserção mais alta do que a média; desce até ao curvilhão quando o animal está sossegado; quando excitado o animal a cauda ultrapassa a linha do dorso, em forma de alfange.

Pelagem: Predomina o pêlo curto (5 cm aproximadamente); é vulgar o lobeiro nas suas tonalidades, claro, comum e escuro, vendo-se mais esta última, sendo rara a “cor do monte”.

Altura ao garrote: De 55 a 60 cm para os machos e de 52 a 57 cm para as fêmeas.

Informação retirada do Estalão da Raça, segundo o Clube Português de Canicultura.

Estalão n.º 170 da F.C.I.
A F.C.I. - Federação Cinológica Internacional, é a entidade que coordena a canicultura a nível internacional e centraliza os estalões das raças elaborados a nível nacional pelas Sociedades Caninas centrais de cada país.

Ligações
Clube Português de Canicultura
Clube do Cão de Castro Laboreiro

 

Cão da Serra da Estrela

O Cão de Serra da Estrela é originário da Serra da Estrela, onde protegia os rebanhos de ovinos, que acompanhava durante a transumância. Devido à grande popularidade da variedade de pêlo comprido, é a raça portuguesa com maior número de animais registados. Existe uma outra variedade de pêlo curto, mais rara e menos conhecida. Devido à grande diminuição do número de rebanhos na sua região de origem, é actualmente mais utilizado na guarda de quintas e habitações. Também foi utilizado como animal de tracção.

Aspecto geral: Cão de perfil convexilíneo, molossóide, tipo mastim.

Cabeça: Forte, volumosa, de maxilas bem desenvolvidas; alongada e ligeiramente convexa; proporcionada ao corpo, bem como o crânio em relação à face.

Chanfradura nasal (Stop): Pouco pronunciada e a uma distância igual da ponta do focinho e do vértice do crânio.

Região crânio-frontal: Bem desenvolvida, arredondada e de perfil convexo.

Crista occipital: Apagada.

O relhas: Pequenas, em relação ao conjunto (11 cm de comprimento por 10 de largura); delgadas, triangulares, arredondadas na ponta; pendentes; de média inserção; inclinadas para trás; caindo lateralmente, encostadas à cabeça e deixando ver, na base, um pouco da face interna.

Cauda: Inteira e grossa, de inserção média; porte baixo da horizontal, chega à ponta do curvilhão, quando o animal está tranquilo; em cimitarra, forma gancho na ponta; excitado o animal e em movimento, a cauda ultrapassa a horizontal, encurvando-se sobre o dorso; franjada nos cães de pêlo comprido.

Pelagem: Existem duas variedades, a de pêlo curto e a de pêlo comprido, sendo actualmente mais frequente a última; só são admitidas as pelagens fulva, lobeira e amarela, unicolores ou com malhas brancas na parte inferior do focinho, do pescoço e peito, no peitoral, nas mãos e nos pés.

Altura ao garrote: De 68 a 75 cm para os machos e de 62 a 68 cm para as fêmeas.

Peso: Machos 45 a 60 Kg e fêmeas 35 a 45 Kg.

Informação retirada do Estalão da Raça, segundo o Clube Português de Canicultura.

Estalão n.º 173 da F.C.I.
A F.C.I. - Federação Cinológica Internacional, é a entidade que coordena a canicultura a nível internacional e centraliza os estalões das raças elaborados a nível nacional pelas Sociedades Caninas centrais de cada país.

Ligações
Clube Português de Canicultura
Associação Portuguesa do Cão da Serra da Estrela
Liga dos Criadores e Amigos do Cão da Serra da Estrela

 

Rafeiro do Alentejo

O Rafeiro do Alentejo tem o seu solar nas vastas planícies Alentejanas. Tradicionalmente acompanhava e protegia os rebanhos de ovinos nas longas rotas da transumância. Com o fim da transumância e o desaparecimento do lobo na região, começaram a ser cada vez mais utilizados na guarda das grandes herdades e quintas. É um cão corpulento também utilizado em matilhas de caça grossa.

Aspecto geral: Cão corpulento de perfil convexilíneo, molossóide, tipo mastim.

Cabeça: Lembra a cabeça de um urso; mais larga na extremidade do crânio, menos larga e abaulada na base; proporcionada à corpulência.

Chanfradura nasal (Stop): Esbatida; os eixos longitudinais superiores crânio-faciais são divergentes.

Região crânio-frontal: Bem desenvolvida, arredondada e de perfil convexo.

Crista occipital: Apagada.

Orelhas: Pequenas a médias; triangulares; pendentes para o lado; de média inserção; dobradas na ponta.

Cauda: Inteira e grossa, de inserção média; encurvada, voltada na ponta, mas não quebrada; quando em repouso cai abaixo dos curvilhões; quando em acção pode enrolar acima do dorso.

Pelagem: Pêlo curto ou meio comprido; são admitidas as pelagens preta, lobeira, fulva e amarela, unicolores ou com malhas brancas ou branca malhada daquelas cores.

Altura ao garrote: De 66 a 74 cm para os machos e de 64 a 70 cm para as fêmeas.

Peso: Machos 40 a 50 Kg e fêmeas 35 a 45 Kg.

Informação retirada do Estalão da Raça, segundo o Clube Português de Canicultura.

Estalão nº 96 da F.C.I.
A F.C.I. - Federação Cinológica Internacional, é a entidade que coordena a canicultura a nível internacional e centraliza os estalões das raças elaborados a nível nacional pelas Sociedades Caninas centrais de cada país.

Ligações
Clube Português de Canicultura
Associação de Criadores do Rafeiro do Alentejo

 

Cão de Gado Transmontano

O Cão de Gado Transmontano é originário do Nordeste Transmontano, uma região planáltica, cortada por vales e serras. Ainda é muito utilizado para a protecção do gado, principalmente o ovino. É uma raça muito recente, tendo os primeiros registos sido feitos em 2004. É um cão de grande tamanho, apresentando semelhanças morfológicas com o Rafeiro do Alentejo.

Aspecto geral: Cão forte, de perfil lateral quadrado, molossóide, tipo mastim.

Cabeça: Maciça e volumosa, de maxilas bem desenvolvidas, proporcionada à corpulência.

Chanfradura nasal (Stop): Moderada; os eixos longitudinais superiores crânio-faciais ligeiramente divergentes.

Região crânio-frontal: Bem desenvolvida, com perfil convexilíneo.

Crista occipital: Apagada.

Orelhas: Tamanho médio, ligeiramente mais compridas que largas, triangulares, de inserção média-alta, ponta em bico arredondado e carnudas; sendo o mais comum o pendente, podendo repuxar e preguear na vertical.

Cauda: Inteira e grossa, de inserção e tamanho médio; tomba em sabre, podendo apresentar curva na extremidade, não ultrapassa o jarrete; em movimento o porte é alto, em foice, podendo mesmo enrolar.

Pelagem: Pêlo grosso de comprimento médio; as pelagens mais comuns são as brancas com malhas de cor preta, lobeira, fulva e amarela, unicolores ou raiadas.

Altura ao garrote: De 74 a 84 cm para os machos e de 66 a 76 cm para as fêmeas.

Peso: Machos 55 a 65 Kg e fêmeas 45 a 60 Kg.

Informação retirada da Proposta de Estalão Provisório da Raça, segundo o Clube Português de Canicultura.

Raça não reconhecida pela F.C.I.
A F.C.I. - Federação Cinológica Internacional, é a entidade que coordena a canicultura a nível internacional e centraliza os estalões das raças elaborados a nível nacional pelas Sociedades Caninas centrais de cada país.

Ligações
Clube Português de Canicultura
Associação de Criadores do Cão de Gado Transmontano

 

Raças estrangeiras

Existem diferentes raças de cães de gado em vários países Mediterrânicos e da Ásia, entre as quais podemos destacar algumas.

Espanha
Mastim Espanhol (Mastín Español)
Mastim dos Pirinéus (Mastín de los Pirineos)

França
Cão de Montanha dos Pirinéus (Chien de Montagne des Pirénées)

Itália
Cão de Pastor Maremmano- Abruzzese (Cane da Pastore Maremmano-Abruzzese)

Eslovénia
Cão de Pastor de Kraski (Kraski Ovcar)

Hungria
Komondor
Kuvasz

Eslováquia
Slovensky Cuvac

Polónia
Cão de Pastor Polaco Tatra (Polski Owczarek Podhalanski)

Macedónia, Sérvia e Montenegro
Cão de Pastor Jugoslavo (Sarplaninac)

Rússia
Cão de Pastor da Ásia Central (Sredneasiatskaïa Ovtcharka)
Cão de Pastor do Cáucaso (Kavkazskaïa Ovtcharka)
Cão de Pastor da Rússia Meridional (Ioujnorousskaïa Ovtcharka)

Turquia
Cão de Pastor da Anatólia (Coban Köpegi)
Akbash (raça não reconhecida pela FCI)

Tibete
Mastim do Tibete (Do-Khyi)

Marrocos
Cão Pastor do Atlas (Aidi)

Ligações
Clube Português de Canicultura
Federação Cinológica Internacional