Início O cão de gadoManual de criaçãoA conservação do LoboVantagens do Cão de GadoOutros métodos de protecção

Noticias
Eventos
Divulgação
Bibliografia
Os nossos cães
Projectos
Legislação
Colaboradores
Apoios
Ligações
Contactos
Voltar à página do Grupo Lobo

Objectivos | Área de intervenção | Metodologia | Resultados

Área de intervenção

A área de intervenção engloba as regiões montanhosas do centro de Portugal Continental e da região Oeste de Trás-os-Montes, onde a presença do lobo ainda se faz sentir de forma mais ou menos regular.

Nestas regiões a produção pecuária tem ainda uma grande importância na economia local. Os rebanhos de cabras e ovelhas pastoreados em regime extensivo destinam-se principalmente à produção de carne e ocasionalmente de leite. A dimensão dos rebanhos varia desde a meia centena de animais até às várias centenas. São guardados na sua maioria por um pastor e geralmente acompanhados por cães inadequados, em número muito variável, que dão pouca protecção.

A densidade humana é baixa e distribui-se por pequenos e dispersos povoados. A orografia é muito variada e engloba altos planaltos, vales fechados e zonas montanhosas com altitudes superiores aos 1.000 metros. A precipitação pode ser considerável e em alguns Invernos, devido às baixas temperaturas, a neve pode ser abundante.

A influência do homem na paisagem, resultante da necessidade de pastagens para o gado e da produção florestal, é bem visível na vegetação, constituída principalmente por matos e florestas de eucaliptos e pinheiros. À excepção do javali e devido à caça excessiva, as presas silvestres do lobo (corços, veados) são bastante escassas.

As diferentes condições orográficas e climatéricas na área de intervenção do projecto, influenciam profundamente o tipo de maneio do gado. Nas regiões mais frias de montanha, o gado é geralmente acompanhado pelo pastor e pelos cães para as pastagens ou “monte” (terreno baldio com vegetação herbácea e arbustiva de gestão comunitária), regressando ao fim do dia para o estábulo. É pastoreado em zonas de montanha de declive médio a muito acentuado e, ocasionalmente, em pequenas parcelas de lameiros ou bouças, cuja dimensão pode variar entre os 3 e os 10 hectares.

Estas parcelas são utilizadas em épocas de escassez alimentar como complemento para os animais paridos ou quando as condições climatéricas não permitem a saída para o "monte”. O período de pastoreio varia ao longo do ano, sendo no Inverno geralmente das 9h00 às 17h00 e no Verão das 10-13h00 às 20-21h00. O percurso diário também é variável, estando dependente da disponibilidade alimentar, da duração do período de pastoreio e das condições climatéricas. A distância percorrida pode variar entre os 10 e os 40 quilómetros, segundo os proprietários.

Nas zonas mais quentes, menos acidentadas, o gado é pastoreado em terrenos baldios e em pastagens ou bouças, cuja área pode variar entre os 4 e os 30 hectares. No Inverno, saem em geral ao amanhecer, acompanhados pelo pastor e pelos cães, e regressam ao final do dia. No Verão, podem ser recolhidos no estábulo durante as horas de maior calor, saindo para pastar duas vezes por dia: uma de madrugada até ao fim da manhã e outra do meio da tarde até à noite. Segundo os proprietários, a distância percorrida diariamente varia entre os 2 e os 15 quilómetros.